quinta-feira, 30 de outubro de 2008

AO SOL


Fotografia de Ana Lúcia Frusca

Eu te saúdo, Sol das estações,
Na tua viagem pelos altos céus.
Rasto indelével no cimo dos montes,
Senhor amável de todas as estrelas.

Mergulhas sereno nas trevas do mar
Ninguém te toca e nada tu sofres.
Depois te levantas da calma das ondas
Como jovem príncipe coroado de rosas.

Extraído do livro O Imenso Adeus - poemas celtas do amor. Tradução de José Domingos Morais.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

POEMA TRADICIONAL A BRIGIT



Tógfaidh mé mo thinne inniui


láthair na nDéithe naofa neimhe,


i láthair Bríd is áille cruth,


i láthair Lugh na n-uile scéimh,


gan fuath, gan tnúth gan formad,


gan eagla gan uamhan neach faoin ngréin,


agus NaohmMháthair dom thearmann.


A Dhéithe, adaígí féin i mo chroí istigh aibhleog anghrá


Dom namhaid,


do mo ghaol, dom chairde,don saoi, don daoi, don tráill,


ón ní ísle crannchuirego


dtí an t-ainm is airde.


TRADUÇÃO:

Eu construo meu fogo hoje


na presença dos Deuses Sagrados do Céu,


na presença de Brigid da forma bonita,


na presença de Lugh de todas as belezas,


sem ódio, sem inveja, sem ciúmes,


sem medo ou horror de ninguém sob o sol


porque meu refugio é a Mãe Sagrada.


Ó Deuses, acendam o fogo de amor dentro do meu coração,


por meus inimigos, por meus parentes, por meus amigos


pelo sábio, o ignorante, e o escravo da coisa mais humilde


até o nome mais alto.





( Autoria desconhecida)

sábado, 25 de outubro de 2008

POEMA DE IMBOLC




Brilha e queima
Versão original: Diane SteinTradução livre: Luazul
A noite se ilumina com velas brancas

A escuridão torna-se luz
Tudo muda, tudo gira
É a festa das chamas
Fogo do coração e da mente
Cintilando faíscas
Que dançam no ar
Nos aquecemos com inspiração

Nós derretemos em inocência
A neve do desejo
Brilha por todos nós

Queima dentro de nós
O calor da espiral da vida
O fogo se cria novamente
Brilhando em todos nós
Queimando dentro de nós
Acordar e levantar é uma necessidade

Brilha por todos nós
Queima dentro de nós
Sua vela é a nossa única fonte

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A CANÇÃO DE ARMEGIN



Sou um vento sobre o mar,
Sou uma onda do oceano,
Sou um som do mar
,Sou um cervo com sete cornos,
Sou uma águia em um penhasco,
Sou uma lágrima do Sol,
Sou a mais bela das flores,
Sou um javali em bravura,
Sou um salmão em uma lagoa,
Sou um lago na planície,
Sou um monte dos poetas,
Sou a ponta da lança que dá batalha,
Sou o deus que criou o fogo na cabeça
Quem explica as rochas das montanhas?
Quem pode interpretar as idades da Lua?
Quem sabe onde o Sol se põe?
Quem leva o gado para fora da casa de Tethra?
Quem é o gado de Tethra que ri?
Qual homem, qual deus faz armas afiadas?
Encantação sobre uma lança - encantação do vento?

* Armegin era o comandante dos milesianos quando de seu embarque na Irlanda. Era um bardo e poeta, e é ele quem negocia a entrada de seu povo na ilha com a deusa Eriu (Eire), prometendo a ela dar seu nome àquelas terras. Irlanda / Ireland (em inglês) = Terra de Ire (Eire).
Paz, Amor - Sabedoria e Luz.
 
©2007 '' Por Elke di Barros